9 de jan de 2010

A JUSTICA CEGA

Coorporativismo da Policia Civil pode ter passado por cima da Lei Maria da penha no Acre

Assessoria nega e diz que não houve representação contra o policial


O policial José Amauri Algusto de Andrade 40, é acusado de ter agredido uma mulher à socos na noite de ontem 06 por volta das 19:10h, num bar na Rua Epaminondas Jacome.
Várias testemunhas que costumam freqüentar o bar, afirmam que o policial é agressivo e quando bebe, costuma espancar mulheres que “não aceitam as suas cantadas”. Contudo, a mulher agredida revidou os socos do policial e o atingiu com uma tijolada no rosto. Ele foi atendido por uma equipe do Serviço Móvel de Urgência Samu e a mulher se evadiu sem que ninguem mais a visse.

A reportagem de ac24horas, buscou informações na delegacia da Mulher, onde o policial já foi lotado e , para nossa surpresa, fomos informados que nenhuma ocorrência de agressão havia sido protocolada naquela noite.

Uma agente de policia na central da mulher que não quis ter a identidade revelada, disse que conhece o colega de trabalho Amaurí, e afirmou que “quando ele bebe fica doido, possuído mesmo” afirmou pedindo segredo.

Como uma forma de não fornecer qualquer informação sobre o caso à nossa reportagem, o escrivão que se identificou como sendo Railson, disse que não sabia de nada e confirmou que nenhum registro contra o policial Amauri foi feito naquela central.


Uma história semelhante à esse caso policial, nos mesmos moldes de agressão e ao cumprimento à Lei Maria da Penha , foi registrado na manhã desta quinta-feira.07. Se a Lei é para todos, ou ao menos deveria ser, ela foi seguida à risca para o peão de fazenda Valdomiro Santos de Souza, 38 anos, que foi conduzido à colônia penal Dr. Francisco de Oliveira Conde, após ter sido acusado pela esposa de tê-la espancado quando estava embriagado.

Apesar da contradição do peão de fazenda de que afirmava enquanto era levado pela polícia, dizendo que não se lembrava de nada e que amava a esposa, de nada teve efeito, foi algemado e vai aguardar julgamento na cadeia.

Para não deixar pairar qualquer dúvida sobre o caso Amaurí, e o porque de não haver qualquer registro policial contra ele, a nossa reportagem tentou por diversas vezes falar coma delegada plantonista da Delegacia da Mulher Áurea Denner.

A atendente informou que ela havia saído pela manhã e não sabia a que horas iria retornar. Insistimos ainda para que nos fosse fornecido o número do telefone celular, mas a atendente disse não ter autorização para isso.

Na direção de policia, fomos informados que o diretor Emilson Faria estava de licença médica e quem estava respondendo pela direção, é o Delegado Andrè, que ao ser informado do assunto, nos repassou para a assessoria de comunicação.

O assessor Pedro Paulo, informou que não houve boletim de ocorrência contra o policial, pois segundo ele, a vítima não representou queixa. “mesmo não havendo representação contra o Amaurí, nós já abrimos um procedimento interno para apurar as denúncias e se for comprovado que o policial estava errado, ele será punido conforme os trâmites legais. Ele já foi preso no passado por esse tipo de delito, cumpriu pena e hoje esta lotado na sub-delegacia da Vila do V em Porto Acre”disse Paulo

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