21 de fev de 2010

FILA DA MORTE

Pacientes do TFD do Acre enfrentam fila da morte em Goiânia

Alguns pacientes acreanos de baixo poder aquisitivo que fazem tratamento fora do domicílio - TFD, no estado de Goiânia, desde o último dia 24 de janeiro, reclamam que foram abandonados pelo governo do Acre e estão passando por privações e até fome para poder se manter com os poucos recursos a espera de serem atendidos.

Dona Sandra Rocha Samosa, que acompanha a sogra que precisa fazer um exame de cateterismo, diz que não só ela mas “todos os pacientes que vieram do Acre para tratamento, foram encaminhado para uma fila que não anda e que mais parece com uma da fila da morte”.

“Nós estamos passando fome aqui e gastando o que não temos para poder esperar a boa vontade dos médicos em nos atender. Já ligamos até mesmo para o secretário de saúde Osvaldo Leal ai em Rio Branco, mas eles alegam que não podem fazer mais nada pela gente. Eles nos abandonaram e eu vendo essas pessoas nessa fila da morte, só pude apelar para vocês para que o governador Binho Marques saiba que esse tal TFD só funciona no papel”, denunciou.

Segundo informações do Estado de Goiânia, a demora no atendimento médico para os pacientes do TFD, é causado por uma greve de médicos naquele estado e fez com que vários exames fossem cancelados ou remarcados.
Por telefone, o secretário de saúde do Acre, Osvaldo Leal, disse á reportagem de ac24horas que já esta a par do problema e que segundo ele, a situação esta sendo resolvida da melhor maneira possível e que todos os esforços estão sendo feitos para amenizar o sofrimento dos acreanos que estão no estado de Goiás fazendo tratamento.

“O problema maior foi ocasionado pela greve dos médicos naquele estado e muitos procedimentos foram suspensos. Nós estamos entrando em contato com a Central Nacional Agendamento para que nossos irmãos acreanos possam logo realizar seus exames. Quanto a ajuda de custo nós já estamos enviando essa semana  uma nova remessa mediante a solicitação, no sentido de amenizar qualquer problema de estadia”disse o secretário

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