20 de jul de 2011

Tudo em nome de Deus

Revista Veja tem escultas telefônicas de Antônia Lúcia

Já está há mais de 60 dias nas mãos do jornalista Hugo Vaz que trabalha para a Revista Veja, as conversas do grampo telefônico autorizado pela justiça e, feito pela Policia Federal e o Ministério Público Federal do Acre, contra a deputada federal Antônia Lúcia (PSC/AC).
Dep. Missionária Antônia Lucia
Hugo é o mesmo jornalista que foi xingado no senado pelo ex-presidente da república Fernando Collor, por ter gravado uma conversa ao celular. Vaz também é responsável por descobrir as consultorias do ministro da casa civil, Antonio Paloci, homem de confiança da presidenta Dilma Roussef.

A deputada é “missionária” da Igreja Evangélica Assembléia de Deus e mulher do deputado federal Silas Câmara, pastor da mesma igreja. Antônia Lúcia é processada por compra de votos, fraude processual, formação de quadrilha, peculato e falso testemunho. A Justiça determinou a quebra do sigilo telefônico da deputada e de pessoas ligadas à sua campanha.

De acordo com o Ministério Público Federal do Acre, Antônia Lúcia e outras dez pessoas participaram de uma distribuição de combustíveis em 28 de agosto de 2010. Pouco tempo depois, em 6 de setembro, a Polícia Federal apreendeu uma caixa com R$ 472 mil em um carro em que estava a filha da deputada. Segundo o MP, o dinheiro seria utilizado na campanha.

O conteúdo do grampo – Nas conversas telefônicas registradas pela justiça, a deputada mantém longos diálogos com o ex-diretor de policia civil do Acre, e, deputado estadual Walter Prado, de maneira bem íntima. Diálogo semelhante ocorre também com o jornalista e assessor da missionária que trabalha também para o jornal “O Rio Branco”. Ambos aparentemente colaboravam com as ações da deputada.

Em outros trechos do grampo, a missionária faz acertos referentes à distribuição de combustíveis, recrutamento de eleitores para compra de votos, e principalmente sobre a remessa de quase R$ 500 mil, para financiamento de sua campanha eleitoral.

As mesmas conversar também estão sendo remetidas para o jornal Correio Brasiliense, Revista Època, e demais veículos de comunicação de grande porte do país, inclusive emissoras de TV. O envio dos documentos tem sido feito por adversários e inimigos político da deputada, que tem interesse na vaga dela no Congresso, caso seu mandato seja cassado.

Enquanto a deputada tenta articular seu mandato, está sendo investigada e vigiada 24 horas pela grande imprensa nacional e até a justiça.

Escrito por Francisco Costa
(@FcoCosta)

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