2 de ago de 2011

Tião Viana admite que 133.410 pessoas vivem na extrema pobreza no Acre

Governo federal entra na parceria do plano Acre sem Miséria Imprimir E-mail

Plano apresentado pelo governador e secretários empolga Secretaria Extraordinária do Brasil sem Miséria


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Secretária-extraordinária do programa Brasil sem Miséria, Ana Fonseca e o governador Tião Viana (Foto: Assessoria MDS)
“O Acre pode contar não só com a parceria do MDS, mas também com a parceria de todos os ministérios envolvidos no Plano Brasil sem Miséria”. Foi o que disse nesta segunda-feira, 01, a secretária-extraordinária do programa Brasil sem Miséria, Ana Fonseca, após ouvir a explanação, feita pelo governador Tião Viana e quatro de seus secretários, do plano Acre sem Miséria.

Com esse plano, para o qual o governador vai firmar parceria com o plano Brasil sem Miséria, lançado recentemente pela presidente Dilma Rousseff, o governo Tião Viana pretende tirar da pobreza extrema cerca de 133.410 acreanos, segundo dados levantados no Censo Demográfico de 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa população pobre corresponde a 18% da população atual do estado, que foi contabilizada pelo IBGE, também no ano passado, em 733.559 pessoas.

Ao ouvir as explicações do governador e dos secretários José Fernandes do Rego (Articulação Institucional), Márcio Veríssimo (Planejamento), Lourival Marques Filho (Seaprof) e Antônio Torres (Desenvolvimento Social), durante apresentação do power-point contendo o Acre sem Miséria, a secretária Ana Fonseca fez questão de elogiar a qualidade do plano acreano.

“O governador Tião Viana trouxe aqui a sua equipe, que é competente e que não apresentou apenas algumas idéias, mas um plano completo como o Acre imagina e concebe o enfrentamento e a superação da extrema pobreza no estado”, disse Ana Fonseca, acompanhada de todos os secretários que fazem parte do programa federal Brasil sem Miséria.

Segundo Ana Fonseca, a reunião com o governador e sua equipe “foi uma das reuniões mais produtivas e muito bem preparadas”. “Foi um gosto ouvir o governador e seus secretários e isso nos encheu de muita esperança de como será o Brasil sem miséria no Estado do Acre”, finalizou Anda Fonseca.

Para Tião Viana, o desafio de combater a pobreza no Acre “é do tamanho da nossa história, do nosso destino”. “Nós queremos acabar com a miséria no Estado do Acre. Nós queremos ajudar todas as pessoas mais humildes e mais necessitadas para que elas tenham sua independência e sua emancipação”, assinalou Viana.
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Segundo o governador, a luta no Acre para acabar com a sua pobreza tem mais de 12 anos. “O Brasil inteiro está lutando muito. O ex-presidente Lula conseguiu, em seu governo, retirar 32 milhões de brasileiros que viviam na pobreza e os colocou como classe média. O Brasil ainda tem 16 milhões de pessoas na miséria e o Acre ainda tem 133 mil pessoas. E nós estamos lutando com isso e, agora, ganhamos a mão estendida do Ministério da Ação Social, do governo federal. Juntos, em parceria, iremos superar essa situação nos próximos anos, se Deus quiser. Depois de tantos avanços que já obtivemos, nós vamos ter mais essa vitória”, completou o governador.

Tião Viana lembrou que os governos da Frente Popular não têm parado nesses 12 anos de avançar rumo à melhoria da qualidade de vida da população acreana. “Reduzimos muito os índices de pobreza do estado. O analfabetismo saiu de 26% da população, está em 12,5% e estamos trabalhando para chegar a menos de 9%. A mortalidade infantil saiu de 43 por mil crianças e já está em 17 por mil, já dentro das metas do milênio da Organização das Nações Unidas”, assinalou.

Presentes à  apresentação do plano acreano, o senador Aníbal Diniz e Taumaturgo Lima parabenizaram o governador e sua equipe por formularem um plano tão abrangente para erradicar a pobreza e a miséria no estado. Ao todo, o plano de erradicação da pobreza está orçado em cerca de R$ 827 milhões, sendo dividido em três eixos de ações. Os três eixos prevêem ações de transferência de renda, através do programa Bolsa Família, ações de inclusão socioprodutiva e ações de acesso a serviços públicos nas áreas da saúde; da educação; do sócio-educacional, inclusive para moradores de ruas; e da segurança alimentar, entre outras ações. 

 

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