14 de jul de 2011

Hepatites no Acre será tema de série no Fantástico

Em uma aldeia indígena do Acre, a principal causa de morte entre jovens de 15 a 25 anos é o vírus B da doença
Dr.Drauzio Varella quando esteve no Acre
A falta de informação sobre os diferentes vírus e as variadas formas de contágio foi decisiva na escolha do tema da próxima série que o Dr. Drauzio Varella apresenta no ‘Fantástico’. ‘Hepatites, epidemia ignorada’ estreia neste domingo, dia 17, e terá quatro matérias que irão ao ar nas próximas semanas. “Não há números oficiais sobre a hepatite no Brasil. Se formos muito conservadores e somarmos as hepatites B e C, chegamos a 3 milhões de pessoas. Para efeito de comparação, temos 600 mil infectados com o vírus da Aids e o tratamento é muito mais simples que o da hepatite. A diferença é que, desde o início da epidemia, os meios de comunicação se interessaram muito pela Aids. Ela envolve uma discussão moral, há um interesse jornalístico. O que não é o caso das hepatites”, explica Varella.

A cada semana, o ‘Fantástico’ mostrará qual é a situação da doença e dos portadores do vírus no país; casos de sucesso, como um programa exemplar de vacinação em Chapecó; as manicures e os riscos dos salões de beleza; a hepatite delta; e a viagem a uma aldeia indígena no Acre, onde a principal causa de morte entre jovens de 15 a 25 anos é o vírus B da doença.

Neste domingo, dia 17, Dr. Drauzio fará um alerta de saúde pública e apresentará a hepatite B. Varella apresentará dois casos: uma gestante, portadora do vírus, que faz tratamento com imunoglobulina para não infectar o bebê; e outro, de Gilberto, que descobriu que tem a doença já adulto e hoje enfrenta um câncer de fígado. Também neste dia, um programa exemplar de vacinação da hepatite B em Chapecó, um lugar conhecido como “Polígono das hepatites”. Além disso, o perigo nos salões de beleza: uma em cada dez manicures está infectada com o vírus.

Na segunda semana, será apresentado o caso da hepatite delta - que somente quem tem hepatite B pode se infectar -, comum em algumas regiões do mundo, como Mediterrâneo e África, e na região norte do Brasil. Foi lá, no Acre, na aldeia Yawanawá, perto da fronteira com Peru, que Varella viu de perto as dificuldades para lidar com essa doença. Uma a cada seis pessoas infectada pelo vírus B também tem hepatite delta.

No dia 31, o médico acompanhará o caso de Ely, de 54 anos, que passa por um transplante, e mostrará o início do tratamento de Ricardo e seus efeitos colaterais. Dr. Drauzio revelará como a doença está presente no nosso dia a dia. E na última matéria da série, a hepatite A – a mais conhecida no Brasil. Este tipo da doença representa um perigo ainda maior em regiões com pouco ou nenhum saneamento básico. Varella viajou com a equipe do programa para o sertão da Paraíba, onde acompanhou de perto os efeitos de uma epidemia de hepatite A.

Com informações do G1

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